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 Entrevista Traduzida do Livro "Programmers At Work" 

ESCRITO POR SUSAN LAMMERS

O livro Programmers At Work faz uma sensacional volta no mundo dos “programadores” através de entrevistas com perguntas inteligentes para os melhores "programadores" do mundo como Bill Gates (BASIC), Dan Bricklin (VISICALC), Andy Hertzfeld (Mac Operating System), Lef Raskin (The Macintosh Project), Butler Lampson (Alto PC), John Warnock (PostScript), Jonathan Sachs (Lotus 1-2-3), Gary Kildall (CP/M), Michael Hawley (LucasFilm SoundDroid), Toru Iwatani (PAC-MAN), Jaron Lanier (VPL), C. Wayne Ratliff (dBASE), entre outros, todas as entrevistas foram feitas no ano de 1986, indispensável para todos os programadores.

ENTREVISTA TORU IWATANI

 

Data de Nascimento: 25 de Janeiro de 1955 

Conhecido por: PAC-MAN

Nacionalidade: Japão

Atividade: Aposentado

Formação: Nenhuma

 

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INTRODUÇÃO

O designer de jogos Toru Iwatani nasceu em 25 de janeiro de 1955, no bairro de Meguro Ward na cidade de Tokyo no Japão. Ele é totalmente autoditada, sem treinamento acadêmico em computadores, artes visuais ou design gráfico. Em 1977, com 22 anos de idade, Iwatani ingressou na NAMCO LIMITED, uma companhia de softwares para computadores que produzia video games e tinha a sede em Tokyo. Uma vez dentro da empresa Iwatani sem querer acabou desenvolvendo jogos. Ele produziu Pac-Man com a ajuda de quatro pessoas que levaram um ano e cinco meses para finalizar o jogo do conceito até o produto final.

O jogo primeiramente foi introduzido no Japão, onde fez muito sucesso. Quando o jogo foi exportado para os EUA, ele capturou a imaginação dos americanos e europeus, então Iwatani começou a desenvolver mais jogos, e seu favorito Libble Babble foi desenvolvido logo após Pac-Man ser lançado. Mais tarde Iwatani se envolveu mais com a parte adminstrativa da NAMCO LIMITED.

Geoff Leach, um amigo e associado em Tokyo, me mandou um telex, falando que ele escutou sobre o criador do Pac-Man através do seu chefe o senhor Imaizumi, que teve um grupo de estudo com o Iwatani. Ele acha que ele conseguirá uma entrevista para mim, e eu respondi de volta para expressar meu prazer e expectativa.

No Japão o trabalho de criar e desenvolver produtos geralmente não são creditados aos verdadeiros criadores. Geralmente a companhia recebe todo o crédito e os criadores ficam “escondidos”  e sem identificação. Mas nesse caso  pela natureza pessoal do contato a entrevista foi concebida.

 

Eu e o Mr Leach pegamos o metrô para os subúrbios de Tokyo para o escritório da NAMCO. Após alcançarmos a nossa estação nos entramos em uma rua movimentada com várias lojas  e fomos caminhando até chegar em um prédio de mármore. Com certeza o sucesso do Pac-Man serviu bem a empresa

Nos entramos por uma porta dupla para entrar em um grande lobby todo de mámore branco, onde a gente foi imediatamente recebidos por um robô feminino gesticulante que era a recepicionista. Ela estava decorada com a cor rosa e cores em tom creme, com um bonito capacete que parecia um chapéu e com belos olhos azuis, ela tinha traços femininos. Não havia nenhuma alma por perto. Nós ficamos olhando para ela e quando nos movemos para dentro do lobby ela se moveu e nos levou até a balcão.

 

Um terminal de computador no balcão tinha na tela escrito “WELCOME TO NAMCO”, e quando mexemos no terminal ele nos dava os telefones das pessoas que queriamos falar e um telefone ao lado para ligar. Enquanto ainda estavámos perplexos com a situação o diretor de relações públicas veio nos receber e nos levou até uma sala de conferência onde nos serviram chá enquanto esperávamos o senhor Iwatani chegar. Ele entrou na sala e todos se comprimentaram e trocaram cartões, o senhor Iwatani era um homem alto que chama a atenção um pouco calado mas com uma grande energia.

 

Ele usava uma polo amarela clara e calças largas. Foi explicado que a entrevista seria feita em japonês com o senhor Leach sendo o interprete. Iwatani falou com a sua voz profunda com calma e com um tom de alguém que estava refletindo. e conforme ele ia expressando suas linhas de pensamento ele escrevia em sua agenda algumas anotações para ilustrar os seus pontos.


 

A ENTREVISTA